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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Migrações Externas

Mäyjo, 30.10.08

 

Guião de trabalho
As migrações externas em Portugal
 
Para os alunos do 10º Ano:
Estas são as questões feitas na aula de 30/10/08.
______________________________________________
 
Após leitura atenta das páginas 82 a 93 do manual responde às questões que se seguem.
 
1-      Caracteriza a evolução da emigração portuguesa.
2-      Identifica os principais paises de destino dos emigrantes portugueses:
2.1- no inicio do século passado;
2.2- no final do século passado.
3-      Refere os motivos dos fluxos migratórios portugueses, fazendo a distinção entre os fluxos legais e os clandestinos.
 
4-      Compara a evolução da emigração legal e clandestina entre 1960 e 1976, referindo as causas para as diferenças encontradas.

 

5-      Classifica a diferença entre a emigração legal e clandestina no período entre 1969 e 1972.

5.1- Justifica a resposta anterior.
 
* - Menciona as consequências da ilegalidade para os emigrantes.
 
 
 
 
 
 
 
6-      Identifica as principais regiões de origem dos emigrantes portugueses, nesse período.
6.1- Que consequências trouxe a emigração, para o nosso país?
 
 
 
 
7-      A Emigração na actualidade diminuiu. Porquê?

 

Estudo de caso - A estrutura etária em Portugal: que evolução?

Mäyjo, 30.10.08

 

Para os alunos do 10º Ano:
Este é um texto que pode vir a ser útil para estudar para o teste.
 
Estudo de caso
A estrutura etária em Portugal: que evolução?
 
 
            Portugal foi, até à década de 60, um dos poucos países da Europa que possuía uma população predominantemente jovem. Para este facto, contribuíam:
  • As características rurais da sociedade portuguesa.
  • A difusão limitada de meios contraceptivos.
  • A inexistência de escolaridade obrigatória.
  • O facto de a mulher desempenhar quase exclusivamente o papel de mãe e dona de casa.
 
            Na década de 60, verifica-se alguma alteração em consequência de factores como a guerra colonial e a intensificação do fluxo migratório para a Europa. Estes aspectos, associados a um aumento da população urbana (fixação de populações nas cidades de Lisboa e do Porto) e aumento do número de mulheres a trabalhar, conduziram a alterações ao nível da base da pirâmide (diminuição nos estratos jovens) e ainda do meio desta (diminuição dos estratos etários, masculinos em especial, dos 25 aos 39 anos).
            Esta situação alterou-se com as transformações que ocorreram após o 25 de Abril de 1974, nomeadamente:
  • No sector agrícola, que consistiram no aumento da tendência para o abandono das regiões interiores – êxodo rural – e para a fixação no litoral, com especial destaque para as áreas das cidades de Lisboa e do Porto.
  • As alterações no modo de vida e da mentalidade das populações e a integração da mulher no mercado de trabalho.
            Estes factores, que contribuíram para a diminuição da natalidade e por essa via dos estratos etários mais baixos, foram atenuados com o regresso de populações vindas das ex-colónias, com grande peso nos estratos de menor idade.
            As transformações na sociedade portuguesa após a integração europeia fizeram acentuar esta tendência para o envelhecimento. Assim:
  • Acentuou-se a diminuição da natalidade.
  • Reduziu-se a mortalidade.
  • Aumentou a esperança média de vida, resultado das melhorias registadas no sector da saúde e na assistência social à terceira idade.
 
Na próxima década, poderão projectar-se dois cenários possíveis:
  • A manutenção da actual tendência ao nível da natalidade que implicaria a manutenção de pirâmides etárias com a base estreita e o topo largo.
  • O aumento da taxa de natalidade por via da implementação de medidas de incentivo à natalidade, facto que iria implicar o rejuvenescimento da população, com um novo aumentar da base da pirâmide.
 
Contrastes regionais
            A diminuição dos efectivos jovens da população encontra-se muito mais patente na Região Centro e sobretudo no Alentejo do que no Norte e regiões autónomas do Madeira e dos Açores.
            Ao nível dos estratos mais idosos, são também as regiões do Alentejo e Centro que vêem aumentar significativamente o peso dos seus efectivos no contexto da população.
            A região de Lisboa e Vale do Tejo e de certo modo o Algarve situam-se em posição intermédia em termos deste processo, sobretudo devido à fixação de alguns jovens vindos de outras regiões e que, de algum modo, atenuam o processo de envelhecimento da população.